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A primeira fase da “independência”

Ao longo do desenvolvimento da criança, há alguns momentos em que a mãe ouvirá “deixe que eu faço sozinho”, mas tudo começa muito devagar, por exemplo com o andar sem auxílio de equipamentos ou terceiros, mostrando capacidade intelectual e motora para esta tarefa, pela primeira vez.

E todas essas fases merecem ser comemoradas, e também é importante evitar as comparações com os bebês da mesma idade, pois quando o assunto é desenvolvimento, cada criança tem seu ritmo e seu tempo.

Confira abaixo as principais fases dos bebês nos 6 primeiros meses de vida:

Os dois primeiros meses: reflexo puro
Imagina passar um tempão dentro de um lugar escuro e agora ter que se acostumar com a luz e com todas as cores e formas reveladas por ela? É exatamente assim que acontece com o bebê, que no começo de vida, só consegue focalizar o que está a aproximadamente 30 centímetros de seu rosto (mais ou menos a distância entre o seio e o rosto da mãe).

Ele vai se sentir atraído por objetos com cores vibrantes, desde que eles estejam dentro de seu campo de visão restrito. Já seus movimentos são basicamente reflexos. Pode ser que ele coloque a linguinha para fora ao ver que você faz o mesmo, ou mexa os braços e os pés, mas isso não é consciente. Conforme se aproxima dos dois meses, a tendência é que o bebê consiga fixar os olhos no rosto de quem estiver interagindo com ele e acompanhar também com os olhos objetos que se movem em sua frente.

Dos 3 aos 4 meses: “gugu dadá”
Nessa fase, é provável que ele já consiga erguer a cabeça quando alguém o chamar e sustentá-la com alguma segurança. As mãos e os pés se movimentam com bastante vigor e ele vai se interessar cada vez mais por formas, cores e barulhos. É a partir deste momento que ele começa a ter consciência de que é um ser individualizado, separado da mãe. Vai entender que aquilo que ele vê mexendo para lá e para cá são suas mãos e pernas.

Com mais consciência corporal, vai conseguir segurar os objetos com firmeza e levá-los a boca. Em relação à comunicação, é aqui que surgem as vocalizações ou sons guturais, como “gugu”, “agu”, “aba”. Aproveite essa descoberta deliciosa para bater bastante papo com o seu filho. Não se surpreenda se ele soltar uma gargalhada. Geralmente, esta nova reação é uma resposta ao carinho que ele recebe.

Dos 5 aos 6 meses: mais independência motora
No início do quinto mês, o bebê já tem mais coordenação motora para sentar com apoio, ficar de bruços e se apoiar nos braços. O tronco se eleva, um ensaio para que ele consiga adquirir mais independência. Aos 6 meses, se você colocar um brinquedo por perto, é bem provável que ele role para alcançar o objeto. A evolução natural disso é engatinhar (o que normalmente ocorre aos 8 meses).

Por conta desta mobilidade, é preciso atenção redobrada para evitar que ele se machuque ao rolar pela cama ou pelo sofá. Outro cuidado é com os objetos que estão perto dele, pois nessa fase de exploração, seu filho vai querer levar tudo à boca, abrir gavetas e levantar tapetes para ver o que tem embaixo. A comunicação fica mais avançada, já que ele já reconhece o próprio nome, vira-se quando é chamado e presta atenção no seu tom de voz. Isso quer dizer que é aqui que ele começa a entender que quando fez algo de que você não gostou, vai ficar mais séria. Essa é uma boa fase para já começar o aprendizado sobre limites. Fonte: Revista Crescer.