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Amamentação: confira as principais dúvidas das mães.

Amamentação: confira as principais dúvidas das mães
Amamentar vai além de apenas dar o leite ao bebê. É um ato de amor, proteção e carinho, que faz toda diferença no desenvolvimento da criança ao longo da vida. E nós acreditamos que a experiência de aleitamento precisa ser bom para a mãe e para o filho. Não importa o jeito, desde que seja o seu.

E quase nenhuma mãe sabe como amamentar logo de cara. Tudo vai depender do seu filho, do quanto você produz de leite e de como você se adapta à essa rotina. A questão é que a falta de informação, muitas vezes, causa receio e insegurança nas mães. Por isso, separamos as dúvidas mais comuns para você conseguir amamentar da melhor forma.

O nervosismo da mãe de não conseguir amamentar influencia?
Influencia. Geralmente a gente fala que amamentação é natural, mas na verdade é algo que se aprende, tanto a mãe quanto o bebê. Acho que para diminuir o nervosismo o importante é manter essa ideia de que isso é novo para os dois. Muitas vezes, as coisas engrenam facilmente e a mulher tem zero problema.

O que é o colostro?
O colostro é o primeiro leite materno, que aparece antes da apojadura (descida do leite) e confere ao bebê imunidade adquirida pela mãe. Fora isso, ele coloniza o intestino com bactérias do bem e constrói a flora intestinal do bebê. Ele também é menos volumoso porque é concentrado com tudo o que o bebê precisa na quantidade que ele consegue mamar.

O tipo de parto influencia na amamentação?
Muito! É diferente hormonalmente quando uma mulher fez cesariana, mas passou pelo trabalho de parto, o bebê está mais preparado. Em uma cesárea agendada, às vezes ele não está preparado. Isso não quer dizer que ela vá ter um problema, mas que talvez o bebê precise de um pouco mais de tempo.

Como saber se a pega é correta?
Você não vai ter dor e você vai sentir a sensação de esvaziamento do peito. O que você precisa observar no seu filho é a fralda. Se ele estiver fazendo xixi em grande quantidade e cocô quer dizer que está tudo certo.

É preciso preparar os seios para amamentar?
Não precisa. O mamilo possui os tubérculos de Montgomery, que soltam uma gordura imperceptível que prepara o peito para a amamentação. Ou seja, quanto menos a mulher fizer, melhor: lavar o seio com sabão e passar cremes são atitudes que interferem nessa produção natural.

Como amamentação está relacionada com o desenvolvimento do bebê?
Ela traz benefícios imunológicos, principalmente quando se trata do colostro, aquele leite inicial que parece um soro. Ele tem anticorpos, é nutritivo e possui uma gordura que engorda o bebê. A amamentação também ajuda a desenvolver a fala e a deglutição, já que para mamar, o bebê precisa ter força nos músculos da boca para segurar o seio e ter coordenação para engolir e respirar.

O que acontece no cérebro do bebê durante a amamentação?
A mãe libera a ocitocina, que é o hormônio do amor. Então um bebê que mama tem uma percepção maior do ‘outro’, mesmo a longo prazo. O contato de pele libera hormônios como o da tireoide, que regula a temperatura corporal e a frequência cardíaca, e o cortisol, que amadurece o pâncreas e equilibra a questão emocional.

Como acordar o bebê para amamentar?
No início, é bom deixar o bebê estabelecer os seus próprios horários e então a mãe oferece o leite quando ele quiser. Normalmente nas primeiras semanas de vida os horários costumam ser bem irregulares, podendo variar desde a cada hora, ou ter até quatro horas de intervalo. Aos poucos a própria criança vai estabelecendo horários mais fixos, aproximadamente a cada 3 horas, o que acontece geralmente a partir do primeiro mês de vida. Caso o seu filho mantenha horários irregulares após o terceiro mês de vida, consulte o pediatra em busca de orientação. Juntos, vocês poderão entender o que está causando essa inconstância e ajustá-la. Afinal, a falta de rotina pode ser cansativa para a mãe. Se o seu filho não acordar para mamar à noite e estiver ganhando peso, você não precisa acordá-lo.

Quem tem dengue ou zika pode amamentar?
Muitas mães querem saber se podem amamentar tendo alguma dessas doenças. Foi encontrado o vírus no leite materno, mas ainda não existe nenhum estudo que comprove a transmissão dessa forma, tanto que o Centro de Controle de Doenças e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento nesses casos. A amamentação só é impedida em casos de HIV ou HTLV.

Posso amamentar gripada ou com febre?
Não existe problema em amamentar gripada ou com febre, desde que você esteja se sentindo bem o suficiente para isso. Nos casos de gripe, é bom ter alguns cuidados. Precauções como o uso de uma máscara cirúrgica (que é vendida em farmácias) durante a fase secretiva da doença, isto é, enquanto você estiver com tosse e coriza, e o uso frequente de gel alcoólico nas mãos antes e depois de amamentar são medidas que podem diminuir a chance da passagem do vírus para o bebê.

Amamentar emagrece?
Aquela velha história de que amamentar emagrece não é conversa fiada. A mulher tem mais perda de energia e muito mais trabalho nos primeiros meses de vida do bebê. Dessa forma, você fica mais ativa e perde peso mais facilmente. Mas é bom prestar atenção: na segunda gestação o metabolismo já está mais lento e o emagrecimento não é tão intenso.

Tenho prótese de silicone. Posso amamentar?
Quem colocou prótese de silicone para aumentar o tamanho do seio não precisa se preocupar. A prótese é colocada atrás do músculo, então não atrapalha a amamentação. Silicone não atrapalha a amamentação. Tanto para as mães que fazem a cirurgia para a ampliar quanto para reduzir, não é impedimento para amamentar. No passado, algumas cirurgias de aumento do seio trocavam o mamilo de lugar, o que dificultava o processo para amamentar, mas hoje a prótese de silicone é colocada, na maioria das vezes, atrás da glândula mamária e não impede em nada o aleitamento materno. Porém vale avisar que caso a prótese seja colocada pelas aréolas, os ductos mamários (canais que levam o leite das glândulas até o mamilo) podem ser atingidos. A cicatriz, formada ao longo do trajeto para colocação da prótese, atravessa a glândula mamária, alterando a continuidade dos ductos. Isso quer dizer que não afeta a produção de leite, mas a passagem dele das glândulas para o mamilo. Nesse caso dificulta a amamentação.

Qual é a pega correta?
Uma das maiores dificuldades é encontrar a pega correta. Muitas mães sentem dor até conseguirem encontrar a posição. A pega correta tem que ser sempre na aréola, não pode ser no bico. A parte de cima da aréola tem que ficar mais visível do que a de baixo, os lábios do bebê devem estar em formato de peixinho e, quando ele suga, o seio da mãe vai para dentro da boca dele.

Confira algumas dicas para fazer da amamentação um momento calmo e proveitoso:

– Os lábios do bebê ficam voltados para fora, e a boca aberta como “boquinha de peixe”.

– O queixo do bebê fica encostado no seio da mãe.

– A barriga e o tronco do bebê ficam voltados para a mãe.

– A bochecha do bebê enche quando suga o leite.

– O bebê deve pegar todo o mamilo e a parte inferior da aréola.

– O nariz do bebê não encosta no seio da mãe, e ele respira livremente.

É normal sentir dor?
No começo da amamentação, é normal sentir dor na hora da descida do leite. Afinal, você nunca havia feito isso! Outro fator que pode causar desconforto, é quando a mama está muito cheia. Para evitar passar por isso, procure ordenhar a cada quatro horas, caso você não amamente nesse período.
Quais as melhores dicas para evitar a dor?

Uma boa dica é fazer uma massagem no seio antes de colocar o bebê para mamar pela primeira vez. Massageie ao redor do seio e depois ao redor da aréola. Por fim, faça uma pequena ordenha, puxando o seio para trás e para frente. Isso faz com que os ductos de abram e o colostro saia.
Fonte: Pais & Filhos