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O câncer de mama e a maternidade

Estamos em plena campanha do Outubro Rosa, mês de prevenção do câncer de mama, doença que quando diagnosticado precocemente, traz grandes chances de cura.

Apesar de cada vez mais pesquisas abordarem as implicações deste tipo de câncer, formas de tratamento e prevenção, pouco se fala sobre a relação da doença com o universo materno. Afinal, ter ter filhos previne a doença? Amamentar diminui o risco do diagnóstico? Como as pílulas anticoncepcionais entram nessa história?

Confira abaixo alguns mitos e verdades sobre o câncer de mama e a maternidade:

1- Não é possível engravidar após ter câncer de mama
Mito. É possível engravidar naturalmente, caso a menopausa química (causada pelo bloqueio dos hormônios na quimioterapia) seja reversível, ou seja, se a mulher voltar a menstruar.

Além da gravidez em si, algumas pacientes se preocupam com os efeitos da quimio ou radioterapia nos futuros filhos. Segundo a Sociedade Americana de Câncer, o risco de bebês concebidos depois do câncer apresentarem defeitos congênitos é praticamente o mesmo de crianças de mulheres que não tiveram a doença. Ainda de acordo com a entidade, um grande estudo conduzido na Suécia e Dinamarca em um período de 20 anos, relata que mais de 96% das crianças nascidas depois do tratamento de câncer da mãe eram saudáveis.

2- A mulher que menstrua cedo está mais propensa a ter câncer de mama
Verdade. A partir da primeira menstruação, a mulher começa a ovular e os hormônios que são produzidos nos ovários podem atuar favorecendo o crescimento ou desenvolvimento de um tumor. Além disso, nesse período há o desenvolvimento das glândulas mamárias e quanto mais precoce é a menstruação, maior o tempo de exposição aos hormônios.

3- Gravidez precoce aumenta a chance de ter câncer de mama
Mito. Na realidade, é o contrário. A gravidez é um fator protetor contra o câncer de mama, sobretudo se a mulher engravida em idade mais mais jovem, ao redor dos 20 a 24 anos, por exemplo.

Isso porque a gestação interrompe os ciclos menstruais, fazendo um papel preventivo. Uma das justificativas é que, quanto mais ovulações temos, maiores são os níveis de estrogênio – e maiores também as chances de formação de células cancerígenas. Então ter filhos, principalmente em idade jovem associado a amamentação, reduz o risco de câncer de mama.

4- Usar anticoncepcional aumenta o risco da doença
Inconclusivo, os estudos continuam avançando e não há consenso dentro da comunidade médica. No livro “Vencer o Câncer de Mama” (2015), os oncologistas Antonio Buzaid e Fernando Maluf relatam que os estudos que avaliaram o uso de anticoncepcionais hormonais (pílula, injeção, adesivo, anel vaginal ou DIU medicado) não demonstraram aumento do câncer de mama. A principal hipótese é a de que esses hormônios apenas substituem aqueles que seriam normalmente produzidos nos ovários. Sendo assim, a mulher continuaria exposta à mesma quantidade, sem alteração do total.

A relação entre o uso da pílula anticoncepcional e o câncer de mama ainda não está bem esclarecida, pois os diversos estudos sobre o assunto têm apresentado resultados conflitantes.
Fonte: Bebe.com.br